As aventuras de Senhor e Senhora 0.

O que pode estar na mente de uma mulher.

Arquivo para Julho, 2008

EXPERIÊNCIA (2)

Continuaram sem se olhar. Sra 0 respondeu. Não….em seguida, para consertar…mas tenho vontade. Ouviu da menina, que agora voltava a olhar distante. Eu também.

Silêncio incômodo, e senhora 0 se sentiu na obrigação de falar  qualquer coisa, falaram sobre a situação em si, a curiosidade, a conversa  ficou um tanto nebulosa, tímida, e quando o clima ficou razoavelmente mais relaxado, a menina disse-lhe que já havia visto uma situação, e que a sensação que teve no flagrante era de ter  querido que fosse  ela. Disse que nunca mais havia esquecido a tal sensação.

Quando se viram novamente, senhora 0 contou com todo capricho e gosto a história ao senhor 0 enquanto dava-lhe banho passando o sabonete no seu corpo, e enquanto contava, percebeu a excitação nele, e começaram umas brincadeiras, de como seria, do que ela imaginava, do que faria, ou não faria, tudo era promessa, uma promessa estranha, esquisita…

Quem já viveu uma experiência homossexual sabe do que estou falando. A partir do momento que você sente que realmente faria, a sensação é…será que não me conhecia até hoje? Você tenta definir principalmente para si mesma, o que significa aquilo tudo, curiosidade, aventura?

Senhora 0 se sentiu um tanto perdida, e empolgadíssima. Mas tinha medo de tomar qualquer tipo de iniciativa, a diferença de idade não era tanta, mas para ela, era afinal, uma menina. E se estivesse só fantasiando e nem soubesse exatamente o que queria? Decidiu esperar. Até que uns poucos dias depois, a menina, encarou-a não como menina. Olhou-a nos olhos, desafiadora,  e disse, “de mulher para mulher, você fala muito mas faz pouco”

quero-colo1Senhora 0 olhou-a sem dizer nada e nem demonstrar emoção alguma por uns instantes. Depois disse. Vou sair, dê cinco minutos, e venha atrás de mim. E foi assim  que senhora 0 beijou uma lindíssima boca de mulher pela primeira vez. A frase da menina havia tirado-lhe todas as amarras possíveis, e o beijo foi com aquele tesão repentino e sem freios que tomou-lhe no espaço dos minutos entre a certeza e o acontecido. Encostou-a na parede e foi beijando boca, pescoço, pegou os cabelos, a nuca, foi pros seios…tesão, muito tesão, ah!…existe algo diferente em pegar uma mulher, você não pensa, simplesmente não pensa, você age. Com os homens, tirando é claro a preciosidade rara que ela tinha a sorte de ter com ela, e que lhe apavorava perder, sempre há um certo tipo de raciocínio, de sair um pouco da cena, controlar o jogo. Até com o senhor O a principio foi assim, e depois conseguiram aquela cumplicidade deliciosa. Mas com a menina podia  ser só desejo, sem freios. E foi, até onde podia. A menina, que havia desafiado, era agora quem colocava freios. Ali não dava para ser mais , combinaram de ela ir até sua casa no dia seguinte.

(continua…) 

EXPERIÊNCIA

Senhora 0  andava ultimamente com aquele ar provocativo e atrevido de quem acha que descobriu algum segredo do universo, ou que foi escolhido a dedo para ser feliz. Foi  nesse ponto que aconteceu . Havia por ali por perto  uma menina, vinte e poucos anos, muito meiguinha e bonita. Na verdade nem se lembrava  realmente da primeira vez que se falaram, era só uma menina meiga e bonita, até então. A menina alternava entre  censura e fascínio  em relação ao recente esporte predileto da senhora 0, a provocação. Era uma reação um tanto quanto hipócrita,  pode se dizer, mas essa hipocrisia perdoável às meninas de vinte anos que ainda estão se relacionando com a sexualidade como o animal que entra pela primeira vez num ambiente. Orelhas em pé, narinas em pleno funcionamento, muita cautela e o maldito impulso de aventura desconsiderando todo o resto. Bem, hoje em dia já não nessa idade, mas era o caso da menina meiga, sim. Já havia segredado que só havia tido um parceiro sexual, o namorado. A senhora 0 se achava muita coisa dizendo lições à menina, de uma maneira muito heterossexual, mas então começou a perceber que o olhar naquele rosto quase de boneca, era diferente. Achou que estava imaginando coisa. Uma reação aqui, outra ali, e começou a aparecer uma energia sexual, que fazia com que senhora 0 passasse a ter um certo gosto em provocá-la, deixá-la nervosa, aquele rosto de porcelana ficando todo rubro.Foi aí que precisou contar ao senhor 0. O que acha? Disse. Senhor 0 pensou, fixou nela um olhar tão rico e complexo porque continha nele uma certa inveja, preocupação, gosto pela novidade, compreensão e cumplicidade  e disse :

Ah, normal…

O que a senhora 0 sentiu com essa frase foi uma vontade de beijá-lo muito…. um misto de agradecimento por ele existir, por estar ali, por ser dela.

E em seguida a outra sensação vindo em  sentido contrário que estranhava tanta empolgação em contar a ele, empolgação com ele compreender, empolgação com a história toda .Por que?

Então a menina deu alguns passos atrás. Próxima a um rapaz, sabidamente interessado nela, deu uma resposta muito malcriada à sra 0. Sra 0 pensou que afinal era uma menina e bobinha e resolveu se afastar. Comentou com Sr 0, ele disse: É o que deve fazer, quem sabe ela não está brincando contigo?  Então foi o que fez. Cumprimentava – a com sorriso, falava algumas frases e se afastava. Para sua total surpresa a menina ficou maluca. Transparecia frustração, aparecia do nada, demonstrava ciúmes, ou algum sentimento que era evidente nos gestos. O tal rapaz já nem contava. Então se reaproximaram, mas a sra. não provocava mais.  Foi quando a menina resolveu dizer, muito timidamente e com muito esforço, enquanto as duas olhavam para frente, mais distante, um ponto qualquer.

A frase saiu nítida, pretendendo parecer sem muita importância, enquanto o olhar baixou para o colo, sem jeito :

 Já pensou em ficar com uma mulher?

continua…    

( pag relacionada- Sobre o L-http://mente0culpada.wordpress.com/sobre-o-l/)

CONFISSÕES

humidade-toque-masturbacao-sexo-loucura-sensualidadeAlgumas vezes, depois de terem dormido juntos, senhora 0 também acordava com vontade de mamar no senhor 0.
Nunca sem antes pedir, dizendo-lhe baixinho próximo à nuca ou encarando-o de um jeito matreiro como se não fosse nada demais. Senhor 0 dava-lhe os mamilos e depois o pau, até que ela bebesse-lhe todo o leite, com gosto.
Naquele dia Senhor 0 ficou torcendo para que ela lhe pedisse, mas senhora 0 acordou um tanto distraída , em um outro mundo.
Andava com umas brigas de poder no trabalho, ansiosa. Foi só o que disse. Ando ansiosa com umas brigas de poder no trabalho. De repente, disse a ele, puxando a calcinha.
Lambe.
Ele foi lambendo, e por instinto, subitamente veio–lhe uma idéia maluca. Pediu a ela que imaginasse aqueles sacanas do trabalho, que queriam lhe passar a perna, fazendo aquilo, lambendo-a. A princípio ela levou um susto mas em seguida já estava curtindo a coisa toda, e imaginou um, dois, aquele, aquele outro, aquela….todos lhe servindo…
A partir daí passou para outras fantasias que já não tinham nada a ver com o trabalho, mas que incluíam mais um ou dois caras ali, senhor 0 muito excitado deu-lhe os dedos para que chupasse algum outro pau imaginário, incentivava-a, e ela foi ficando com muito tesão o corpo todo respondendo àquele incentivo, disse que queria dar –lhe a bunda, colocou em si o dildo enquanto ele penetrava-a por trás mordendo –lhe a nuca.

Num espelho distante senhor 0 pode ver-se encaixado nela enquanto concentrada em si mesma ela dava-se prazer de modo frenético e gemido. E achou tudo muito lindo.

COLO

olhares-aeiou-ptO Senhor e Senhora 0 não moram juntos.

Não são sequer casados. Moram sozinhos. Estão juntos porque não poderiam não estar. Porque na maior parte do tempo fazem incrivelmente bem um ao outro.

Costumam procurar-se pelo tesão, pelo colo, para conversar.

Naquele dia Senhor 0 apareceu na casa dela visivelmente abatido. Ela esperou o desabafo, não aconteceu. Funcionava assim,  sem que ninguém houvesse discutido as regras antes; ambos nunca tentavam forçar nada em relação ao outro.

Então ficaram sentados próximos, brincando com as mãos, sem palavras.

De repente, ela disse:

Quer deitar aqui no colo e mamar em mim?

Ele, levemente tocado e embaraçado por um sentimento que não conseguiu definir, disse, sem olhar pra ela.

Quero

Ela ajeitou algumas almofadas no próprio colo, disse para ele deitar e deu-lhe o  seio na boca, como a uma criança. Ele quis sentir na mão o outro, e ficou assim um período de tempo, enquanto ela passava as mãos nos seus cabelos. Então ele pegou sua mão, e sem dizer nada colocou no seu pau. Ela sentiu o pau por baixo da calça e ficou acariciando, mas não tomou a iniciativa de abrir o zíper. Adorava vê-lo pedindo, no gestos. Passado um tempo, olhos nos olhos, mas sem dizer uma palavra, ele abriu o zíper, oferecendo-lhe o pau. Ela foi acariciando e acompanhando o enrijecimento de uma maneira muito concentrada porque achava seu pau realmente muito bonito, e aí disse. Abaixe a calça. Ele levantou, tirou toda a roupa, e deitou no seu colo, nu.

E então voltou a mamar enquanto ela brincava com o pau, até vê-lo tão duro e apetitoso, que quis lamber, mas estava ainda, vestida. Mesmo assim ficou de quatro por cima dele, e enquanto o lambia, ele afastou levemente sua calcinha penetrando-a com a língua.

Senhor 0 havia esquecido por um tempo os problemas, fossem eles quais fossem.

VIRTUAL

Ela chegou naquele meio de tarde pensando no que faria em seguida, um banho, um pouco de TV antes de tudo. Lembrou daquelas ameixas vermelhinhas…hummm…. Ok, um banho, TV e as ameixas. Entrou no corredor, tirando os sapatos,  percebeu coisas dele na sala. Ele está aí, pensou, onde? No computador, aposto. No computador. No exato momento da resposta que deu para si a sensação. Aventura, novidade, um engolir seco,  uma desconfiança provocadora. Pode ser que estivesse com alguém…é bem possível que estivesse…Uuuuufaaaa!…respiração e coração disparados. “Porque não sou como as outras mulheres?…pensou. Deveria estar com medo nesse instante, com todos os sinais de alerta ligados, mas não, não consigo evitar a curiosidade, a excitação, ai de mim.”

O ai foi seguido de uma espécie de alegria esperançosa. Talvez com ele fosse realmente diferente…. Já haviam conversado algumas vezes, mas ela sabia que as coisas com os homens nunca são tão fáceis assim.  Ele não vai me julgar, se eu reagir como quero…será?

Mesmo assim, começou a torcer pela cena imaginada. Como seria surpreendê-lo pela primeira vez ? Estava nervosa. Quando estava quase chegando à porta, resolveu voltar e pegar as ameixas, tudo isso evitando o barulho, adorava prolongar para si mesma a expectativa.

Lavou-as e foi seguindo, mãos e frutas molhadas até o quarto de escritório. Parou na porta, sol de fim de tarde atravessando as cortinas fechadas. A luz forte da luminária próxima ao computador estava no corpo  dele.

Poderia parecer muito engraçado, e até patético, mas não foi. A sensação dela, “tirei a sorte grande , meu deus…” deve ter-lhe transmitido algo no olhar, porque uma espécie de tímida cumplicidade foi imediatamente colocada.

Encontrava-se  sentado, calças baixadas só até as coxas.

Adorou a cena. Já havia, nas brincadeiras entre eles, levado-o a ficar assim, quadril projetado para frente, oferecido. Na ocasião ficou concentrada por alguns segundos na barriga,  coxas, pau…ficou até com vontade de se afastar um pouquinho, pedi-lo para passar a mão em si mesmo, tirar uma foto, mas não o fez. Ás vezes se sentia um pouco envergonhada das próprias taras.

Mas a culpa não era só dela. Não havia conhecido um homem que soubesse ficar em posição de objeto como ele. Nada a ver com esses corpos sarados, exibidores de músculos. Era algo entre o provocativo e vulnerável que não se podia saber se natural ou construído, quase um menino, ou talvez  por instinto tivesse acesso discretamente a um viés dessa complexa esperteza feminina, sim, uma mulher sabe resgatar sua vulnerabilidade sempre que lhe convém, mas isso é raro nos homens, porque têm muito forte em si a cobrança pela iniciativa, pelo comando da situação.

Olhos nos olhos, parada à porta, deu um mordida na ameixa, pensando na melhor atitude que pudesse dizer: “Não pare, por favor.” Mas não queria dizer, queria que ele entendesse. Ele entendeu.

Desviou o olhar dela, engoliu seco, lábio inferior dentro da boca, respiração mais apressada. Ela entrou no quarto, movimentos como que pedindo discrição, que tudo se mantivesse, pensou em tirar a blusa branca, as ameixas poderiam manchá-la; mas não queria dar um sinal de apressar nada, então ajeitou -se colocando uma almofada entre a parede e seu corpo, e sentou-se  no chão, precisando assim  suspender razoavelmente  com as mãos cheias a saia justa.

Do lugar onde estava  visualisava o corpo dele totalmente, e muito pouco da tela do computador.  Colocou as frutas no colo e encarou-o.

Mordida.

 E passou a sentir o gosto da fruta  muito concentrada  nele e nas promessas da cena em si. Na próxima não mordeu mais, manteve a fruta na boca  meio que sulgando, a língua sentindo o gosto enquanto ele se tocava para alguém sobre quem ela não tinha a mínima idéia.

então ela disse: Vem

Ele clicou imediatamente qualquer coisa, deu alguns passos em direção à ela oferecendo o pau  para substituir a fruta, passou-lhe a mão nos cabelos e deixou que ela  lambesse o quanto quisesse, com a cabeça encostada á parede. 

Quando um homem consegue o privilégio de ser realmente muito desejado (é raro, porque as mulheres ainda são mais dispostas e incentivadas a amar que desejar) o ato de sugá-lo dando -lhe prazer é algo entre um tipo de devoção e o prazer de senti-lo no gosto, na língua.

É um se esquecer; muito próximo ao que é sugar e lamber os seios de uma mulher  pela qual se sente um desejo doído, ao mesmo tempo que se sente muito…muito bem, era o que ela pensava enquanto agarrava-lhe as coxas.

Ficou curtindo aquele gosto durante um tempo, até que levantou-se, subindo mais a saia , baixou a calcinha o suficiente para que pudesse num movimento com os dois dedos oferecer-lhe o clitóris para que lambesse.

O contato da ponta da língua no clitóris fez com que ela enrijesse as pernas ficando quase na ponta dos pés e fosse discretamente reforçando o movimento, até que, pressentindo o gozo, baixou rapidamente a calcinha abrindo melhor a pernas para que ele pudesse lambe-la totalmente enquanto gozasse.

gozo, cansaço, ida ao quarto para trepar na cama, e a certeza de que algo decisivo havia acontecido ali