As aventuras de Senhor e Senhora 0.

O que pode estar na mente de uma mulher.

EXPERIÊNCIA (2)

Continuaram sem se olhar. Sra 0 respondeu. Não….em seguida, para consertar…mas tenho vontade. Ouviu da menina, que agora voltava a olhar distante. Eu também.

Silêncio incômodo, e senhora 0 se sentiu na obrigação de falar  qualquer coisa, falaram sobre a situação em si, a curiosidade, a conversa  ficou um tanto nebulosa, tímida, e quando o clima ficou razoavelmente mais relaxado, a menina disse-lhe que já havia visto uma situação, e que a sensação que teve no flagrante era de ter  querido que fosse  ela. Disse que nunca mais havia esquecido a tal sensação.

Quando se viram novamente, senhora 0 contou com todo capricho e gosto a história ao senhor 0 enquanto dava-lhe banho passando o sabonete no seu corpo, e enquanto contava, percebeu a excitação nele, e começaram umas brincadeiras, de como seria, do que ela imaginava, do que faria, ou não faria, tudo era promessa, uma promessa estranha, esquisita…

Quem já viveu uma experiência homossexual sabe do que estou falando. A partir do momento que você sente que realmente faria, a sensação é…será que não me conhecia até hoje? Você tenta definir principalmente para si mesma, o que significa aquilo tudo, curiosidade, aventura?

Senhora 0 se sentiu um tanto perdida, e empolgadíssima. Mas tinha medo de tomar qualquer tipo de iniciativa, a diferença de idade não era tanta, mas para ela, era afinal, uma menina. E se estivesse só fantasiando e nem soubesse exatamente o que queria? Decidiu esperar. Até que uns poucos dias depois, a menina, encarou-a não como menina. Olhou-a nos olhos, desafiadora,  e disse, “de mulher para mulher, você fala muito mas faz pouco”

quero-colo1Senhora 0 olhou-a sem dizer nada e nem demonstrar emoção alguma por uns instantes. Depois disse. Vou sair, dê cinco minutos, e venha atrás de mim. E foi assim  que senhora 0 beijou uma lindíssima boca de mulher pela primeira vez. A frase da menina havia tirado-lhe todas as amarras possíveis, e o beijo foi com aquele tesão repentino e sem freios que tomou-lhe no espaço dos minutos entre a certeza e o acontecido. Encostou-a na parede e foi beijando boca, pescoço, pegou os cabelos, a nuca, foi pros seios…tesão, muito tesão, ah!…existe algo diferente em pegar uma mulher, você não pensa, simplesmente não pensa, você age. Com os homens, tirando é claro a preciosidade rara que ela tinha a sorte de ter com ela, e que lhe apavorava perder, sempre há um certo tipo de raciocínio, de sair um pouco da cena, controlar o jogo. Até com o senhor O a principio foi assim, e depois conseguiram aquela cumplicidade deliciosa. Mas com a menina podia  ser só desejo, sem freios. E foi, até onde podia. A menina, que havia desafiado, era agora quem colocava freios. Ali não dava para ser mais , combinaram de ela ir até sua casa no dia seguinte.

(continua…) 

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