As aventuras de Senhor e Senhora 0.

O que pode estar na mente de uma mulher.

SENSAÇÃO PROIBIDA

O que havia acontecido,afinal de contas naqueles segundos, entre os dois? porque a recusa do
Sr 0..o medo?
Sr 0 havia simplesmente intuído o que só se passara rapidamente no pensamento dela, e era
uma vontade dolorosa, muito forte, de possuí-lo de outro modo, de um jeito diferente e uma total novidade em sua imaginação, mas que havia aparecido com tanta força que a surpreendeu.
Subitamente, montar, entrar naquele corpo que ela adorava tanto, passou a ser

desejo

uma idéia irresistível e poderosa.
Mas ela não imaginava a tortura que se tornaria tal desejo, porque as coisas foram
acontecendo da seguinte maneira:
Naquele mesmo dia, depois do “Péra”, ele se sentou na cama e ficaram se olhando, como se
não precisassem ou quisessem dizer nada, e a coisa teria que ser resolvida nos olhares.
Ela, um pouco divertida e terna,olhos carinhosos e amorosos, pernas cruzadas e juntas,
mão no queixo, mas um pouco cínica porque pensando que talvez,
se fizesse um carinho, desse uns beijinhos, talveeeeeez pudesse tentar de novo, sem explicar,
não tinha vontade de explicar nada.
Ele, pernas esticadas e cruzadas,pés agitados, olhar desafiador de quem quer dizer
que a coisa  não seria tão fácil assim, ao mesmo tempo que os olhos quase que fingiam nem saber do que
se tratava, por pura maldadezinha, mas talvez, pudor, também.
Depois de alguns segundos, ela arrefeceu…desistindo…e só pronunciou
a palavra:
“…besta…”
ele deixou o corpo escorregar…deitando novamente…ajeitou o travesseiro com olhar
triunfante e divertido, mas em nenhum segundo dessa cena, tinham deixado de se olhar nos
olhos.
Nos dias seguintes ele foi aprimorando a arte de se tornar irresistível, ou ela passou
a olhá-lo de outro modo, difícil saber, mas não foram dias fáceis para ela.
A principio foram tentativas sérias, com respostas, tipo “ah sei lá…”… “prefiro deixar minha bundinha sossegada” mas aí ele percebeu o grande desejo, e ficou bem sacaninha.
Dava uma de distraído, sempre dando um jeito de mostrar a bunda, ás vezes, com olhar divertido, mas havia inventado  vários nãos de diferentes tonalidades e sílabas, que poderiam ser, por exemplo, nã. niãaao.
nanão, nananinanão, e etc.

Ouvia dela palavras como “bobeira sua “, “cretino”, nas provocações abusadas,  ou “problema seu ser tão bobo”, mas a verdade é
que a cada vez que ela acreditava ser o desejo possível tinha vontade de agradá-lo, e as palavras eram
trocadas por muito mimo.
Depois de mais dois ou três encontros esqueceu temporariamente a menina, era impossível
pensar na menina, e ela não se forçava a nada.
Não falou mais a respeito, mas pensava constantemente no assunto, e passou a entender
porque certas fantasias tomam tanta importância na vida das pessoas.
Até que um dia qualquer, ele entrou suado em casa, depois de trabalhar por horas no
jardim, e disse a ela que iria tomar banho.
Ela, que sempre foi de impulsos repentinos, mandou essa,
“Tá mal cheiroso, todo sujinho, coisa linda?” E de modo decidido: “Venha cá.”
Ele foi, como que hipnotizado, já excitado com a surpresa, balbuciou baixinho, sem jeito,
que as mãos estavam sujas de terra.
Ela cheirou com toda devoção o pescoço,e, sentindo o sal do corpo, passou a lamber, também,
com todo o gosto, deixando-o totalmente excitado, foi ao ouvido e disse, insinuando os dedos
superficialmente na região do seu objeto de desejo, por cima da calça solta do moleton. “tá me dando vontade de te dar
banho, para poder me aproveitar de vc…”
Beijo na boca, respiração forte, ele diz, de maneira meio atabalhoada – Chupa: ofereceu o mamilo evitando usar as mãos.
Ela lambeou, brincou, chupou os mamilos salgadinhos, adorava isso. Voltou a insinuar os dedos, agora, olhando-o
fixamente, e disse simplesmente : “Eu adoraria, sabia?”
Ele disse: “Vem me dar banho, então.”

(continua)

2 Comentários »

  anderson wrote @

isso e munto idiota AAFFFFFFFFFFFffff

  mente0culpada wrote @

deixar de “ser idiota” , anderson, tem muito a ver com o desejo de cada um, com a libido.


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